O agora ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), teve sua exoneração publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (9). A saída, assinada pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin (PSD), ocorre em meio à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que envolve o político em um esquema de desvio de emendas parlamentares.
Denúncia e Acusações
A denúncia, atualmente sob relatoria do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que Juscelino direcionou recursos públicos para a cidade de Vitorino Freire (MA), onde sua irmã era prefeita, por meio da Codevasf. Segundo a Polícia Federal, que já havia indiciado o ministro em 2024, os crimes envolvem corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Há suspeitas de uso de empresas de fachada para pagamento de propina.
A defesa do ex-ministro nega todas as acusações, afirma que elas são “infundadas” e acusa a PGR de promover uma criminalização genérica das emendas parlamentares. Em nota, os advogados dizem confiar na Justiça e garantem que a verdade será restabelecida.
Discurso de Saída: “Saio com a cabeça erguida”
Em seu pronunciamento de despedida, Juscelino afirmou que sua exoneração foi uma decisão difícil, tomada com o intuito de “proteger o projeto de país” do governo Lula, ao qual disse continuar alinhado. “Saio com a cabeça erguida e o sentimento de dever cumprido”, declarou. O ex-ministro exaltou seu legado, citando avanços como a expansão da banda larga, investimentos via Fust e a implementação da TV 3.0.
Ele também demonstrou apoio ao presidente Lula, agradecendo pela autonomia e liberdade para atuar na pasta. “Nunca tive apego ao cargo, mas sempre tive paixão pela possibilidade de transformar a vida das pessoas”, destacou.
Retorno à Câmara e Estratégia do União Brasil
Com sua saída da Esplanada, Juscelino Filho retorna à Câmara dos Deputados como representante do Maranhão. O União Brasil agora articula uma nova posição estratégica para o ex-ministro, cogitando sua indicação à liderança do partido na Câmara — cargo atualmente ocupado por Pedro Lucas Fernandes (MA), nome mais cotado para assumir o Ministério das Comunicações.
Essa movimentação seria vista como resposta política à denúncia, numa tentativa do partido de demonstrar confiança em Juscelino. Segundo aliados, a investigação é tratada como uma “forçação de barra”.
Expectativa de Nomeação
Enquanto o cargo de ministro das Comunicações segue vago, a nomeação de um sucessor deverá ocorrer após o retorno do presidente Lula de viagem a Honduras, ainda nesta semana. A tendência é que o comando da pasta continue sob influência do União Brasil, mantendo o equilíbrio político na base aliada do governo.
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