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Visita de Lula à Favela do Moinho reacende debate sobre influência do PCC na comunidade e interlocução do governo com entidade ligada a liderança criminosa


A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Favela do Moinho, em São Paulo, no fim de junho, trouxe à tona o complexo cenário social, político e criminal que envolve a comunidade localizada no centro da capital paulista. O local, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), é uma região sob forte influência do Primeiro Comando da Capital (PCC) e já serviu como entreposto do tráfico de drogas que abastece a Cracolândia.

A passagem de Lula pelo local foi articulada através de reuniões com representantes da Associação da Comunidade do Moinho — entidade presidida por

Alessandra Moja Cunha, irmã do traficante Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”, apontado pelo Gaeco como uma das lideranças do PCC na região central de São Paulo. Alessandra já foi condenada e presa por participação em um homicídio, cujo crime foi cometido com múltiplos golpes de faca. Em endereço ligado à ONG presidida por ela, a polícia encontrou maconha, cocaína e crack que teriam como destino o centro da capital.

O encontro entre Alessandra e o ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) ocorreu em 25 de junho. A reunião serviu para negociar a logística da visita de Lula e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, à comunidade. A informação foi revelada pela coluna da jornalista Andreza Matais nesta terça-feira (8).

Enquanto o governo federal se aproximava da comunidade, o governo estadual de São Paulo tentava executar seu próprio plano: remover a Favela do Moinho e transformar a área em um parque urbano. Até o momento, 415 das cerca de 900 famílias já foram transferidas para apartamentos adquiridos com subsídios. O Estado pretendia demolir as casas já desocupadas para evitar novas invasões, mas encontrou resistência de moradores — resistência que, segundo autoridades, seria estimulada pelo PCC, para manter a área como ponto estratégico para o tráfico.

O governo federal, que inicialmente se manteve distante da disputa, passou a participar do projeto habitacional, comprometendo-se a financiar parte dos novos apartamentos para as famílias reassentadas. Entretanto, Brasília impôs como condição o fim das ações policiais violentas na região, exigência que freou temporariamente as demolições promovidas pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), possível adversário de Lula na corrida presidencial de 2026.

A Favela do Moinho se tornou, assim, não apenas um campo de disputa urbanística, mas também um palco de embates políticos. Enquanto Lula tenta marcar presença social e política no local, a oposição acusa o governo federal de dialogar com lideranças ligadas a facções criminosas.

Até o momento, nem o Palácio do Planalto nem o governo estadual comentaram oficialmente o encontro do ministro Márcio Macêdo com Alessandra Moja ou os eventuais impactos da influência do PCC na gestão dos interesses da comunidade.

Leia mais: Visita de Lula à Favela do Moinho reacende debate sobre influência do PCC na comunidade e interlocução do governo com entidade ligada a liderança criminosa

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