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IPCA sobe 0,67% em abril e registra maior inflação para o mês desde 2022

Alta nos preços de alimentos e medicamentos pressionou o índice oficial de inflação, divulgado pelo IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,67% em abril e registrou o maior resultado para o mês desde 2022. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No mesmo período de 2022, o índice havia avançado 1,06%. Em março deste ano, a inflação oficial ficou em 0,16%.

Com o resultado de abril, o IPCA acumula alta de 2,60% no ano e de 4,39% nos últimos 12 meses, acima dos 4,14% registrados até março.

Medicamentos e saúde puxaram inflação

O grupo de saúde e cuidados pessoais foi um dos principais responsáveis pela aceleração da inflação no mês passado.

O segmento saiu de uma alta de 0,42% em março para 1,16% em abril, contribuindo com 0,16 ponto percentual no índice geral.

Os produtos farmacêuticos tiveram aumento de 1,77%, refletindo o reajuste autorizado pelo governo federal nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril. O percentual máximo permitido foi de até 3,81%.

Já os artigos de higiene pessoal subiram 1,57%, com destaque para os perfumes, que tiveram alta média de 1,94%.

Alimentos tiveram maior impacto no IPCA

O grupo alimentação e bebidas apresentou a maior variação entre todos os segmentos pesquisados pelo IBGE.

Os preços subiram 1,34% em abril e responderam por 0,29 ponto percentual da inflação do mês. Somados, os grupos de alimentação e saúde representaram cerca de 67% do IPCA de abril.

Entre os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor estão:

  • Cenoura: alta de 26,63%
  • Leite longa vida: aumento de 13,66%
  • Cebola: alta de 11,76%
  • Tomate: avanço de 6,13%

Por outro lado, alguns alimentos registraram queda de preços, como o café moído e o frango em pedaços.

Passagem aérea caiu, mas combustíveis subiram

O grupo de transportes desacelerou em relação ao mês anterior e registrou variação de apenas 0,06%.

A principal queda veio das passagens aéreas, que ficaram 14,45% mais baratas em abril.

Apesar disso, os combustíveis seguiram pressionando o orçamento das famílias. A gasolina subiu 1,86%, enquanto o grupo combustíveis teve alta média de 1,80%.

Mercado acompanha impacto nos juros

A inflação acima do esperado mantém o mercado financeiro atento aos próximos passos do Banco Central do Brasil em relação à taxa básica de juros, a Selic.

Economistas avaliam que a pressão nos preços de alimentos e medicamentos pode dificultar uma redução mais acelerada dos juros nos próximos meses, especialmente diante do cenário de consumo aquecido e incertezas fiscais.

Leia mais: IPCA sobe 0,67% em abril e registra maior inflação para o mês desde 2022

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