O inquérito que apura o vazamento de informações sigilosas e um esquema de venda de sentenças em Tribunais Regionais e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) está longe de terminar e pode ter desdobramentos explosivos nos próximos meses. Fontes ligadas às investigações revelaram à Gazeta do Povo que novas fases da operação estão previstas e incluem a possibilidade de buscas e apreensões dentro da própria estrutura do STJ, a segunda mais alta corte do país.
Por ora, não há magistrados formalmente investigados. No entanto, pelo menos quatro gabinetes de ministros do STJ já estão sob o foco das apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). No ano passado, em manifestação enviada ao STF, a PF chegou a afirmar que seria precipitado descartar o possível envolvimento de juízes, desembargadores ou ministros nos delitos sob investigação.
A operação, batizada de “Sisamnes”, já teve nove fases desde que foi deflagrada. A investigação ganhou força após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em 2023, em Cuiabá (MT). A perícia no celular do advogado revelou indícios robustos de um esquema criminoso de compra e venda de decisões judiciais, puxando um fio que se estendeu a diversos estados brasileiros. Há investigados ou presos em pelo menos sete estados e no Distrito Federal.
O escândalo, que inicialmente mirava um suposto esquema de venda de sentenças envolvendo empresários, advogados, lobistas, chefes de gabinete e magistrados, foi ampliado ao longo das investigações. As fases já deflagradas apontaram fortes indícios de corrupção, violação de sigilo funcional, tráfico de influência e até assassinatos por encomenda, mostrando o alcance e a gravidade do esquema.
As autoridades não descartam a possibilidade de novas ordens judiciais para aprofundar as apurações dentro do STJ, o que pode colocar sob pressão ainda maior a cúpula do Judiciário brasileiro.
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