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Wall Street Journal acusa STF de “golpe de Estado” e autocracia em artigo polêmico sobre Brasil


O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro voltou a ser alvo de duras críticas na imprensa internacional neste domingo (10). Um artigo publicado no jornal americano Wall Street Journal, assinado pela colunista Mary Anastasia O’Grady, afirma que o STF promoveu uma “tomada gradual de poder” nos últimos seis anos, caracterizando a atuação da Corte como um “golpe de Estado” em curso.

O texto compara o cenário brasileiro a ações de líderes autoritários, como o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, que iniciou um processo de controle das instituições para perseguir opositores. A colunista destaca inquéritos sigilosos abertos a partir de 2019, como o Inquérito das Fake News, sob condução do ministro Alexandre de Moraes, criticado por acumular as funções de vítima, investigador e juiz, o que, segundo o artigo, contraria os princípios constitucionais do Brasil.


Principais pontos do artigo

  • Condução de inquéritos secretos: O’Grady ressalta que Moraes foi designado de forma “irregular” para conduzir investigações que resultaram em prisões preventivas, monitoramento de redes sociais e censura a conteúdos críticos, transformando o STF num “instrumento de perseguição política e censura”.
  • Decisão sobre Lula e Bolsonaro: O texto relembra que em março de 2021 o STF anulou condenações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que haviam sido confirmadas em instâncias inferiores, permitindo sua candidatura em 2022. Por outro lado, o tribunal tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro réu em processos judiciais, reforçando a polarização política.
  • Investigação dos atos de 8 de janeiro: O artigo menciona as prisões relacionadas às manifestações de 2023, apontando que cerca de 1.500 pessoas foram detidas, muitas por meses, com penas consideradas “desproporcionais”. No entanto, classifica o episódio mais como uma “baderna” do que um golpe, ressaltando ausência de armamento e apoio militar.
  • Atuação política e intimidação: O’Grady afirma que o STF estaria dominado pela política, com o ministro Moraes atuando como um “autocrata togado”, intimidando até o Congresso para evitar seu impeachment.

Repercussão e contexto

O artigo gerou forte repercussão no Brasil, dividindo opiniões entre críticos e defensores do STF. Enquanto opositores veem confirmação das suspeitas sobre a politização da Corte, apoiadores defendem a independência do Judiciário e a necessidade de combate à desinformação e ameaças à democracia.

Especialistas ressaltam que o papel do STF em garantir o equilíbrio dos poderes e proteger o Estado Democrático de Direito é fundamental, mas alertam para o risco de excessos que possam enfraquecer a confiança nas instituições.


Reflexões finais

Mary Anastasia O’Grady conclui o texto afirmando que “não é tarde demais para resgatar o Brasil de um retorno semelhante à ditadura”, destacando a importância de preservar as liberdades democráticas e fortalecer a transparência e a responsabilidade das instituições públicas.

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