Brasília, 14 de agosto de 2025 – O governo dos Estados Unidos anunciou ontem, 13 de agosto, a revogação dos vistos americanos de dois brasileiros ligados ao programa Mais Médicos: Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde no Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, consultor da OTCA para a COP30 e ex-funcionário da OPAS. A sanção foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que classificou o programa como um “golpe diplomático inconcebível”, enfatizando acusações de trabalho forçado e enriquecimento de um “regime cubano corrupto”.
Papéis e Carreira dos Alvos
- Mozart Julio Tabosa Sales: médico formado pela Universidade de Pernambuco, com especialização em Medicina Legal e doutorado em Saúde Integral. Servidor concursado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz desde 1999, chegou a ser vereador do Recife e acumulou experiência como assessor e chefe de gabinete no Ministério da Saúde. Foi secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde entre 2012 e 2014, período em que o Mais Médicos foi implantado no governo Dilma Rousseff.
- Alberto Kleiman: formado em Direito pela USP e mestre em Relações Internacionais, trabalhou no Ministério da Saúde e na OPAS. Atuou como diretor de Relações Institucionais e Parcerias na Presidência da República e, atualmente, é coordenador-geral da COP30 pela OTCA.
Justificativas e Repercussão
O Departamento de Estado afirma que Sales e Kleiman “usaram a OPAS como intermediária para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, ignorando sanções dos EUA e pagando o regime cubano em lugar dos médicos”. A medida visa enviar “uma mensagem inequívoca de responsabilização daqueles que facilitam a exportação de trabalho forçado do regime cubano”.
A sanção também se estende a familiares dos alvos. Em resposta, o ministro da Saúde Alexandre Padilha e Mozart Sales se defenderam publicamente, considerando a medida “injusta”. Sales ressaltou que o Mais Médicos “defende a vida e representa a essência do SUS”. O programa, lançado em 2013, levou milhares de médicos cubanos a zonas rurais e vulneráveis. Teve forte aprovação popular e, após ser suspenso em 2018 pelo governo Bolsonaro, foi retomado em 2023 e ampliado com apoio atual do governo Lula.
Contexto Internacional
A revogação ocorre em meio a um momento de tensões elevadas entre os dois países: os EUA impuseram sobretaxa de 50% a milhares de produtos brasileiros, e sancionaram membros do STF, como Alexandre de Moraes, sob a Lei Magnitsky. A investigação da OPAS teve início ainda em 2020, com acusações semelhantes feitas por Mike Pompeo, ao tempo secretário de Estado no primeiro mandato de Trump.
Leia mais: Trump revoga vistos de dois responsáveis pelo Mais Médicos: ‘Golpe diplomático’ e ‘trabalho forçado’, denuncia EUAAcidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




