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O poder do povo: nada é maior

Por Leila Krüger

Mesmo sob regimes autoritários como o antigo absolutismo e as ditaduras (comunismo, socialismo, islamismo, etc.), algo é notório na História: o poder que emana do povo. Mesmo se não em uma democracia, termo que significa, literalmente, “governo [que provém] do povo”. A despeito de tanto sangue inocente derramado, guerras mesquinhas ideológicas e genocídios, por vezes inevitáveis, o povo sempre mudou os rumos do mundo. Foram muitas tentativas fracassadas, mas outras — até inesperadamente — bem-sucedidas. Isso continua até hoje, mesmo que uns não queiram.

Muitas vezes houve e há violência, no entanto a liberdade pode ter um alto preço — quase sempre tem, na historicidade. O que temos visto é que alguns povos, em vários lugares do planeta, Ocidente e Oriente, estão erguendo sua voz, como ocorreu em momentos decisivos da História. Governos estão cedendo, como até mesmo na França. Já no Oriente, o Islã amordaça mais forte, e tem se espraiado para o lado oposto do globo impondo suas doutrinas duríssimas. Não são todos os muçulmanos, são uma parte radical deles: vimos os protestos dos seguidores de Alá no Irã contra o regime dos aiatolás, e até palestinos em Gaza oprimidos pela ditadura radical islâmica do Hamas.  

Enfim, o povo está agindo. Infelizmente, muitos agem para o mal, no sentido de apenas querer eliminar quem pensa diferente. Embora estes mesmos assassinos e violadores de Direitos Humanos, por vezes, preguem a paz e o acolhimento. É insano.

Uma Esquerda desalinhada com seus supostos princípios e que precisa calar o povo

Charlie Kirk levou uma bala certeira no pescoço. Pai de família, deixa duas crianças e esposa. Antes dele, tivemos Miguel Uribe na Colômbia, que enlutou também sua família e era pacífico, como Kirk; seis políticos na Alemanha; Trump, duas vezes, que sobreviveu, como Bolsonaro que levaria uma facada no coração, não fosse um desvio da arma por um segurança ou apoiador, em um átimo. Até hoje sofre sequelas nos intestinos.  

Mas o caso Charlie: o que choca é que propunha a liberdade de expressão e a livre discussão de ideias. E que, “abatido como um alvo”, foi e é, mesmo post mortem, tachado por muitos desonestos apenas como um “extremista de Direita”, cuja morte chega a ser comemorada por oponentes políticos.

Charlie foi assassinado a sangue-frio por aqueles que não entendem que ter princípios e ideologias bem arraigadas não significa tolher os outros. Ainda não se sabe exatamente quem atirou, mas o crime ocorreu em uma palestra em uma universidade em Utah. Um escândalo: logo as universidades que vieram, ao menos em tese, para debater ideias e diversidades, e não as expurgar. Muitas delas têm se tornado ninhos de ideologia política belicosa e inescrupulosa, por parte de professores e alunos. O que, no Brasil, fere a LDB/96 e as próprias diretrizes do MEC. Que “mico” foi ver Peninha, meu conterrâneo, tirando sarro da morte de Kirk e exaltando a eliminação da ideologia do americano. Que lástima. E um crime.

Bem, depois de Charlie vimos ameaças explícitas a políticos como Nikolas Ferreira e ao juiz de carreira Fux, que, a quem sabe um pouco de Direito Constitucional e Penal, surpreendeu com sua sobriedade e acuidade durante um discurso 13 horas — feriu egos frágeis no Judiciário. Nessas perseguições, muito disseminadas nas redes sociais, uma coisa pode ser percebida: as vítimas de ameaças, xingamentos e tentativas de extermínio são, majoritariamente, pessoas não-identificadas com a Extrema Esquerda. É o que está noticiado: os opositores da Esquerda, comumente generalizados por muitos como “Extrema-Direita fascista”, têm sido os mais atingidos física e moralmente.

Então aqui temos um problema nevrálgico para a Esquerda hoje: quer se adonar das minorias, e falar por elas, o que significa compreensão de diversidades e Direitos Humanos, mas cometendo atos de extermínio e ódio. E mais, tem se aliado a ditaduras persecutórias  e sangrentas, defendido censura, perseguição política notável e discursos hostis e preconceituosos. É bem incongruente para um “libertário”, e isso me assusta. Eu que bem sei o que é ser xingada, mormente no âmbito pessoal que é o que resta a quem não tem argumentação e nem mesmo faz questão de ter, mataria sua ideologia cega.

Se eu sou “Extrema-Direita fascista nazista”? Nunca. Nem acho que este seja um rótulo válido, senão preconceituoso e generalizante. Eu milito por liberdade de expressão, democracia e proteção de minorias. Toda a minha história na escrita, no ensino e nas tentativas de racionalização apontam para isso.

Logo, hoje eu não poderia me considerar de Esquerda, tendo em vista os fatos recentes. Boa parte da Esquerda não tem nada do que discursa ter e acusa os outros do que faz. Desumaniza quem discorda. Antissemitismo, que é o fundamento do nazismo do Partido dos Trabalhadores Alemães que Hitler criou; alianças com terroristas islâmicos anti-Ocidente, anti-judeus, anti-cristãos e anti-paz, e com golpistas de verdade, vistos em toda a sua crueldade e incoerência: houve e há derramamento de sangue e ditadura de Maduro na Venezuela, Ortega na Nicarágua, Fidel e sucessores em Cuba, no regime do Partido Comunista da China fundado por Mao, que já eliminou mais de 45 milhões de pessoas e não permite liberdades política, religiosa e nem de LGBTs.

Lula e PT são conhecidos por alianças com estes países, não é segredo. E fazem parte de um colegiado de ditaduras que é o BRICS. Eu me pergunto qual é a lógica disso. A Esquerda, como se pretende no discurso bonito ou libertador, está desaparecendo. Ao menos no Brasil.

O povo é a democracia e tem mais poder do que imagina

Mas eu falava sobre o povo. Ah, o povo. Ainda temos o povo. Ele só precisa acordar. Como no Brasil.

Precisa acordar quando se trata de acabar com injustiças, arbitrariedades, corrupção endêmica, perseguições, liberdades individuais em xeque. Erigir-se contra regimes ditatoriais, o que muitos no mundo inteiro, e cada vez mais, têm falado do governo Lula III que está muito alinhado a regimes ditatoriais, ideológica e economicamente. Daí sanções de Trump, e previstas pela OTAN, União Europeia (UE) e até parlamentares de Portugal quererem, por exemplo, proibir a entrada de Moraes no país.

Não temos mais, como povo brasileiro, plena liberdade de expressão, conforme consta claramente na Constituição Federal do Brasil de 1988: um belíssimo documento que vejo renegado e sob a batuta relativista do Supremo. Temos medo de falar. A perseguição tem lado político e ideológico no Brasil, quem não vê? E insiste em rótulos.

Não se pode criticar abertamente o governo ou os governantes — isso soa como regime ditatorial, regime de exceção. Nem mesmo parlamentares, protegidos pela própria Constituição Federal, são parladores, do original parlar, eleitos para falar e agir.

Ideologia não é desculpa e nem é suficiente. Afinal, as coisas e as pessoas são como são pelas atitudes, pelos fatos, e não pela ideologia. Malditas as ideologias que se mostram inúteis e ainda assim satisfazem a uma parcela da população. Ideologia sem prática é morta e ainda pode ser uma arma afiada e desumana.

Mas não me esqueci do que me propus a dizer e digo novamente: o poder maior emana do povo.

O povo em geral não sabe o poder que tem, e alguns não querem que saibam, e ameaçam as tentativas de exercê-lo. Em uma democracia esse poder não só é possível como obrigatório, é o pináculo dos regimes democráticos, e se o poder do povo for esgarçado ou até extinto, então não se poderá chamar de democracia o que não é. Porque democracia é governo cujo poder maior emana do povo. Então ergam suas vozes, suas bandeiras — a nossa verde e amarela se tornou ofensiva para muitos, que preferem a vermelha. Organizem-se pela democracia de fato e de direito, unam-se e não cumpram o que eles querem: dividir para separar e enfraquecer.  

O povo precisa estar unido na busca pela liberdade, pela justiça e por seus direitos. Deve vigiar os que elegeu, direta ou indiretamente, seus funcionários públicos. E exigir melhorias, e opinar e protestar.

Uma frase marcou minha infância: “Eu só tenho fé na ponta da minha espada”, disse o ator Edson Celulari em “Que rei sou eu?” (quem não se lembra dessa novela, se a pôde ver?). Espada é coração. É a própria fé. É, sobremaneira, ação. Incitação à violência? Não necessariamente. Antes, ato de defesa, de justiça e, mais uma vez, de sede de liberdade.

O ser humano nasceu para ser livre, mas insiste em prender o outro, e até chega ao governo precisamente em nome dos que acaba oprimindo e defenestrando. O poder e o dinheiro seduzem, e corrompem muita gente. Atraem muitos canalhas. Mas não nos deixemos enganar ou ludibriar por eles. “Liberdade, igualdade, fraternidade”, gritou o povo quando derrubou a torre da Bastilha na França e o regime totalitário que vivia no luxo enquanto o povo padecia na pobreza e era explorado. Parece que algumas Quedas da Bastilha precisam ocorrer. Você tem a força, povo. Você é a maioria. Você decide. Ainda mais se em uma suposta democracia, e não deve aceitar democracias relativas que são sempre ilusórias e nocivas.

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