Servidores civis e militares da segurança pública de Minas Gerais demonstraram frustração nesta segunda-feira (13/10) após o secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Fernandes Lourenço Gomes, afirmar que a situação fiscal do Estado ainda não permite recompor perdas salariais acumuladas.
O anúncio foi feito durante audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), convocada pela Comissão de Segurança Pública para debater o descumprimento da política remuneratória da categoria. O secretário argumentou que, embora a folha de pagamento esteja dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (48,53%), ainda não há folga suficiente para a recomposição integral da inflação.
⚠️ Descontentamento e ato marcado
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol), Wemerson Silva de Oliveira, classificou a situação como insuportável e anunciou um ato público para o dia 28, na Praça Carlos Chagas, em Belo Horizonte, para reivindicar valorização salarial.
Segundo o deputado Sargento Rodrigues (PL), presidente da Comissão de Segurança Pública, a defasagem da categoria atinge 44,79%, acumulada entre 2015 e 2024, enquanto a inflação medida pelo IPCA foi de 74,89%. “A política remuneratória da segurança está prevista na Constituição Estadual e o reajuste anual deve respeitar a data-base de 1º de outubro”, destacou.
💬 Governo reafirma esforço, mas servidores criticam
O secretário Lourenço Gomes explicou que, desde a gestão anterior, o Estado enfrentava salários atrasados, dívidas com fornecedores e repasses em atraso aos municípios. Ele destacou que, atualmente, a administração consegue pagar servidores até o 5º dia útil e manter a folha dentro do limite da LRF.
No entanto, representantes das entidades criticaram o governo por desvalorização salarial e falta de efetivo, alertando que o quadro insuficiente compromete a atuação contra o crime organizado. A presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, Elaine Matozinhos, apontou que o efetivo ideal seria de 18 mil servidores, enquanto atualmente há menos de 10 mil para atuar nos 853 municípios do Estado.
O vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Minas Gerais, Márcio Nabak, reforçou que a situação é grave e a falta de condições materiais e humanas dificulta o combate à criminalidade.
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