A Justiça de Belo Horizonte homologou um acordo de não persecução civil com o deputado estadual Adalclever Lopes (PSD) e extinguiu a ação que investigava o uso de recursos públicos para a contratação de uma pesquisa eleitoral que teria favorecido o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT).
Pelo acordo, o parlamentar deverá pagar R$ 25 mil aos cofres públicos. A decisão foi homologada pela juíza Bárbara Heliodora Quaresma Bomfim Bicalho.
Com a homologação, o processo segue apenas em relação a Alexandre Kalil, que ainda responde às acusações no caso.
Investigação envolvia pesquisa eleitoral de 2022
A ação foi aberta após investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre uma pesquisa eleitoral realizada em 2022, durante a disputa pelo governo do estado.
O levantamento, orçado em R$ 60 mil, analisava cenários eleitorais para a corrida ao Palácio Tiradentes, sede do governo estadual. Naquele pleito, Kalil foi candidato ao governo de Minas Gerais, mas acabou derrotado ainda no primeiro turno pelo atual governador Romeu Zema (Novo).
Segundo a investigação, a pesquisa teria sido solicitada por um marqueteiro ligado à campanha de Kalil.
Suspeita de troca por prorrogação de contrato
De acordo com o Ministério Público, o então prefeito Alexandre Kalil teria ordenado a prorrogação de um contrato de publicidade da Prefeitura de Belo Horizonte em troca da realização da pesquisa eleitoral.
A empresa investigada mantinha um contrato de cerca de R$ 46 milhões com o município. Conforme a acusação, representantes ligados ao ex-prefeito teriam condicionado a renovação do contrato à realização do levantamento eleitoral.
Outros acordos e andamento do processo
No campo criminal, Kalil também responde sozinho em uma das ações relacionadas ao caso, após outros investigados firmarem acordos com o Ministério Público.
Entre eles está a ex-secretária municipal Adriana Branco, que assinou um acordo de não persecução penal.
Outros dois envolvidos também celebraram acordos e não chegaram a ser denunciados pelo órgão.
Em um dos processos relacionados ao episódio, Alexandre Kalil chegou a ser absolvido por falta de provas.
Defesa não se manifestou
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