A base aliada ao governo federal movimentou-se nesta quinta-feira (16) para impedir que a CPI mista do INSS aprovasse a quebra do sigilo fiscal e bancário de Danielle Miranda Fonteles, publicitária que fez delações contra o PT e ao mesmo tempo recebeu transferências milionárias do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Fonteles, proprietária da agência Pepper Comunicação Interativa, atuou em campanhas do PT, inclusive na eleição de Dilma Rousseff em 2010. Em delação, ela afirmou ter participado de esquemas financeiros envolvendo integrantes do partido.
Segundo dados do Coaf enviados à CPI, entre novembro de 2023 e março de 2025, Danielle recebeu R$ 5 milhões de “Careca do INSS”, em seis transações distintas. O montante teria sido vinculado à negociação de uma casa de praia em Trancoso (BA), segundo sua versão.
Apesar desses indícios, os parlamentares ligados ao governo barraram nesta semana os pedidos de quebra de sigilo da publicitária. A justificativa interna era que tais medidas poderiam alimentar “narrativas improdutivas” — ou seja, seriam usadas politicamente em vez de contribuírem efetivamente para as investigações.
Na mesma sessão, também foi protegida a figura de José Ferreira da Silva, “Frei Chico” — irmão do presidente Lula — cuja convocação pela CPI vinha sendo uma aposta da oposição.
Contexto do Careca do INSS e suas relações
Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, é apontado como peça central de um esquema de fraudes em aposentadorias e pensões no INSS. De acordo com o Wikipedia, ele foi alvo da Operação Sem Desconto, teve bens apreendidos e responde a investigações sobre uso de offshores e movimentações suspeitas.
O esquema de fraudes no INSS, também chamado de “Farra do INSS” ou “Aposentão”, está sob investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, com prejuízos estimados na casa dos bilhões.
Versão da publicitária e críticas
Em nota, Danielle Fonteles defendeu que os valores recebidos seriam decorrentes de parcelas da venda de imóvel localizado em Trancoso (BA), embora o negócio não tenha sido concluído por conta de bloqueios judiciais sobre as contas ligadas a Antunes. Ela também afirmou que os valores estariam declarados à Receita Federal e que os impostos correspondentes haviam sido pagos.
Críticos do movimento governista afirmam que a proteção política à publicitária oferece indício de que há interesse em contenção de escândalos e narrativa pública, em vez de transparência e responsabilização plena.
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