Minas Gerais enfrenta um duplo alerta de saúde pública: enquanto as doenças diarreicas agudas (DDA) já provocaram 386 mil casos e 245 mortes apenas nos sete primeiros meses deste ano, a pneumonia vem vitimando cinco pessoas a cada 72 horas em Belo Horizonte, em meio à temporada de maior incidência de viroses respiratórias. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28) pelas secretarias municipal e estadual de Saúde.
Pneumonia avança no frio e preocupa médicos
Em Belo Horizonte, 350 pessoas morreram de pneumonia somente no primeiro semestre de 2025. Foram mais de 5.260 internações por complicações da doença — número que pode ser ainda maior, já que a notificação da enfermidade não é obrigatória. Em Minas Gerais, 49.930 casos de internação foram contabilizados entre janeiro e meados de julho.
Especialistas explicam que a pneumonia é uma inflamação pulmonar geralmente causada por bactérias, como o pneumococo, que aproveitam momentos de baixa imunidade para atacar o organismo. Viroses como gripe e resfriado, comuns no inverno, agravam o quadro.
A psicóloga Poliana Corsino, de 42 anos, viveu essa experiência. Após sentir febre, tosse e extremo cansaço por oito dias, foi diagnosticada com pneumonia bacteriana e precisou ser internada com urgência. “Fiquei muito assustada com o diagnóstico, mas aliviada por finalmente saber o que eu tinha”, relatou.
Crianças e idosos são os mais vulneráveis
Assim como a pneumonia, as doenças diarreicas agudas (DDA) têm atingido de forma mais severa crianças menores de cinco anos e idosos a partir dos 60, com maior risco de desidratação e complicações. Em 2025, já foram notificados 386 mil casos de DDA e 245 mortes em Minas.
A situação é agravada pela contaminação da água e alimentos, problema que se amplia durante períodos de calor extremo e chuvas fortes. Além disso, casos de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) também estão em crescimento. Em 2024, foram 5.823 registros e uma morte.
Os sintomas incluem febre, dor abdominal, vômitos e evacuações líquidas — e, em casos mais graves, a presença de sangue ou muco nas fezes, indicando disenteria. O tratamento exige reidratação rápida e, em alguns casos, uso de antibióticos sob orientação médica.
Vacinação e prevenção
Para conter a pneumonia, a Secretaria Municipal de Saúde de BH oferece a vacina Pn10 nos 153 centros de saúde da cidade. As versões Pn13 e Pn23, que cobrem mais tipos de pneumococo, estão disponíveis no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), mediante recomendação médica.
No caso das DDAs e DTHAs, os cuidados envolvem higienização rigorosa dos alimentos, uso de água potável, e o hábito de lavar as mãos com frequência.
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