Em 2024, Minas Gerais registrou, em média, um roubo a cada 30 minutos e um furto a cada três minutos, conforme levantamento do Estado de Minas. Embora tenha havido uma redução de 6% nos roubos e 8% nos furtos em relação a 2023, os números ainda elevados alimentam a sensação de insegurança entre os cidadãos.
Especialistas apontam que crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos, impactam diretamente a percepção de segurança da população. O coronel Carlos Júnior, especialista em inteligência de estado e segurança pública, destaca que esses crimes influenciam decisões cotidianas, como sair de casa ou utilizar determinados meios de transporte. Ele ressalta que celulares são alvos frequentes devido à facilidade de revenda no mercado clandestino, causando transtornos significativos às vítimas, que podem ter dados pessoais comprometidos.
Diferença entre roubo e furto
A distinção entre roubo e furto está na presença ou ausência de violência. No roubo, há uso de violência ou ameaça, enquanto no furto, o criminoso subtrai bens sem confrontar diretamente a vítima. Apesar da redução nos índices, a sensação de insegurança persiste.
Estatísticas regionais
Na Grande Belo Horizonte, sem considerar a capital, houve uma redução de 5,8% nos roubos e 8,5% nos furtos. Belo Horizonte apresentou quedas de 4,2% e 8,8%, respectivamente. Contagem lidera as taxas de roubos entre municípios com mais de 100 mil habitantes, com 276,1 ocorrências por 100 mil moradores, seguida por Uberlândia (183,6) e Betim (169,9). Belo Horizonte ocupa a sexta posição, com 164,1. Em relação aos furtos, Uberlândia (1.850,4), Uberaba (1.680,4) e Ipatinga (1.671) registraram as maiores taxas.
Belo Horizonte: bairros mais afetados
Em Belo Horizonte, dos 50 bairros com mais roubos em 2024, 10 estão na Região Centro-Sul, totalizando 1.185 crimes. O Centro lidera com 679 ocorrências. As regionais Nordeste (561 registros), Noroeste (391) e Leste (351) também apresentam números expressivos.
Perfil das vítimas e modus operandi
Pedestres são as principais vítimas de roubos na capital, com 1.019 ocorrências registradas. Frequentadores de lojas e centros comerciais somam 230 casos, e usuários de transporte coletivo, 119. Criminosos frequentemente utilizam motocicletas para aumentar a agilidade nas ações, facilitando a fuga e dificultando a ação policial.
Iniciativas de combate ao crime
Para enfrentar a criminalidade, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) investiu na recuperação de 12 motos para o Batalhão de Operações Especiais da Rotam, ampliando a presença policial nas ruas. Além disso, o projeto Olho Vivo, que monitora a cidade por meio de câmeras, será aprimorado com inteligência artificial. A Operação Excalibur visa apreender armas brancas na região central.
Uso de tecnologia na segurança pública
O coronel Carlos Júnior destaca a importância da “vigilância vertical” no combate ao crime, utilizando drones e helicópteros leves com câmeras termais para monitorar áreas críticas. Essa abordagem permite uma supervisão mais eficaz de ruas, bairros e estabelecimentos comerciais previamente mapeados.
Formas de ameaça e horários críticos
Em Belo Horizonte, a ameaça com armas de fogo foi a mais frequente nos roubos registrados, totalizando 711 ocorrências. Ameaças verbais ocorreram em 252 casos, armas brancas em 240 e agressões físicas sem instrumentos em 173. As vias públicas foram os locais mais comuns para roubos, com 1.118 registros. Terças-feiras foram os dias com maior incidência (319 casos), e o período entre 18h e 23h59 concentrou 791 roubos.
Esforços governamentais
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Minas Gerais destaca a atuação conjunta das forças policiais no combate aos crimes contra o patrimônio. A Polícia Militar implementa ações preventivas, como as Patrulhas de Prevenção a Homicídios, enquanto a Polícia Civil foca em estratégias investigativas e uso de inteligência. Programas como o Fica Vivo! buscam prevenir a criminalidade entre jovens de 12 a 24 anos em áreas vulneráveis.
Definições legais
- Furto: Subtração de bem ou valor sem uso de violência, aproveitando-se de descuido ou oportunidade. Pena: 1 a 4 anos de reclusão e multa.
- Roubo: Subtração de bem ou valor com uso de violência ou ameaça, geralmente com emprego de arma. Pena: 4 a 10 anos de prisão e multa.
- Latrocínio: Roubo seguido de morte da vítima. Pena: 20 a 30 anos de prisão e multa.
Apesar das reduções nos índices de criminalidade, a sensação de insegurança permanece, exigindo esforços contínuos das autoridades e da sociedade para garantir a segurança pública.
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