O Ministério Público de Minas Gerais abriu investigação para apurar as circunstâncias das mortes registradas em 2025 no Presídio José Martinho Drumond, localizado em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. A unidade, projetada para abrigar 1.047 presos, atualmente mantém mais de 2.200 detentos, praticamente o dobro da sua capacidade.
Sindicatos que representam policiais penais e servidores técnicos alertam para o risco de uma nova “ciranda da morte”, referência a um episódio de 1985 quando 33 presos foram assassinados durante um protesto contra a superlotação. Eles denunciam que a falta de estrutura adequada e o déficit de profissionais comprometem a segurança e a saúde tanto dos internos quanto dos trabalhadores da unidade.
Relatos indicam ausência de médicos, psicólogos e assistentes sociais, além de celas em condições precárias. Segundo o Departamento Penitenciário de Minas Gerais, foram registradas nove mortes dentro do presídio e oito em hospitais neste ano. Das mortes hospitalares, apenas uma esteve relacionada a agressões na unidade. Já cinco dos óbitos ocorridos no presídio foram confirmados como homicídios cometidos por outros detentos.
O órgão também informou que o sistema prisional de Minas Gerais sofreu aumento de 10% no número de detentos no primeiro semestre de 2025, passando de 61 mil para 66.436 internos, agravando a crise estrutural.
Leia mais: Ministério Público investiga mortes em presídio superlotado em Ribeirão das NevesAcidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




