Um feminicídio brutal chocou os moradores de Itaúna, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, na manhã desta quinta-feira (11). Mirelly Cristina da Silva, de 21 anos, foi morta a facadas pelo ex-namorado, Vítor Caetano Figueiredo, de 22 anos. O crime foi registrado por câmeras de segurança e ocorreu na porta da casa da jovem, quando ela se preparava para sair para o trabalho.
Vítor, que fugiu para Belo Horizonte logo após o ataque, foi preso horas depois por equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil ao desembarcar na Rodoviária da capital. Em depoimento, ele confessou o crime, afirmando tê-lo cometido em “um momento de raiva”.
Crime premeditado
As investigações apontam que o feminicídio foi planejado. Segundo o delegado responsável pelo caso, João Marcos Amaral Ferreira, o suspeito comprou a faca de churrasco usada no crime no último domingo (8). Na noite de quarta-feira (10), ele deixou Belo Horizonte de ônibus e seguiu direto para Itaúna.
Ao chegar à cidade, chamou um carro de aplicativo e ficou aproximadamente duas horas esperando a vítima sair de casa. Como frequentava Itaúna com frequência, ele conhecia a rotina de Mirelly. Quando ela abriu o portão, foi surpreendida e atacada com múltiplos golpes. O ataque durou cerca de 20 segundos.
A jovem foi atingida no peito, pescoço, abdômen, braços e pernas. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, Mirelly já estava sem vida, caída próxima ao portão da residência. O Samu confirmou o óbito.
Depois do crime, o agressor levou o celular da vítima e fugiu novamente de aplicativo até o terminal rodoviário, onde embarcou de volta para Belo Horizonte.
Prisão na Rodoviária de BH
A Polícia Militar montou um cerco após receber informações das equipes de inteligência de Itaúna de que o suspeito seguia para a capital. Unidades especializadas acompanharam o trajeto do ônibus e, com apoio da segurança da empresa de transporte, realizaram a prisão assim que Vítor desembarcou.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito alegou que pretendia sacar todo o dinheiro da conta bancária para entregar à mãe antes de se entregar às autoridades — hipótese considerada improvável pela corporação devido ao comportamento calculado do agressor. Apesar da premeditação, Vítor não tinha antecedentes criminais e trabalhava como gerente comercial em Belo Horizonte.
Durante o depoimento, o delegado afirmou que o jovem demonstrou frieza e chegou a esboçar sorrisos. Ele disse que vinha pensando há dias em “cometer o homicídio” e que o estopim teria sido descobrir que a ex estava em um novo relacionamento. Os dois haviam se separado em março, mas ainda mantinham contato.
Aumento da violência contra a mulher em Itaúna
De janeiro a outubro deste ano, Itaúna registrou 690 ocorrências de violência contra mulheres, número superior aos 627 casos registrados no mesmo período de 2024. Com a morte de Mirelly, o município contabiliza dois feminicídios em 2025.
A Polícia Civil segue investigando o caso, incluindo a motivação completa, a dinâmica do crime e elementos de premeditação.
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