Um menino de 8 anos escapou por muito pouco de uma tragédia na virada do Ano-Novo, após ser atingido por uma bala perdida na cabeça, no bairro Parque Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um exame de raio-x confirmou a presença do projétil alojado no crânio, o que exigiu uma cirurgia de emergência para a retirada da bala.
De acordo com o relato do pai à Polícia Militar, a criança, identificada como Miguel Rodrigues de Oliveira, reclamou de fortes dores na cabeça logo após ser atingida. Sem compreender inicialmente o que havia ocorrido, a família levou o menino à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, a irmã de Miguel contou que a família havia ido até a esquina de casa para assistir aos fogos, já que da varanda não era possível visualizar a queima. Durante a celebração, o menino se ajoelhou repentinamente e começou a gritar de dor.
“Ele caiu no chão e começou a gritar, e a gente não entendia o que estava acontecendo. Só no hospital descobriram que era um projétil de bala”, relatou Liliana Rodrigues de Oliveira.
Cirurgia urgente e atendimento médico
Inicialmente, a família procurou a UPA Industrial, mas, segundo relato da irmã, foi informada de que não havia neurocirurgião disponível. O menino foi então encaminhado à UPA Ressaca, onde exames de imagem confirmaram o ferimento por arma de fogo. Em seguida, Miguel foi transferido para o Hospital Municipal de Contagem, onde passou por cirurgia de emergência.
Segundo a família, os médicos afirmaram que o disparo passou a apenas 1 milímetro de causar morte cerebral imediata.
“Os médicos disseram que foi um milagre. Por coisa de 1 milímetro, ele teria morrido na hora”, afirmou Liliana.
Após o procedimento, Miguel apresentou boa resposta clínica, está consciente, medicado e segue em observação, devendo repetir exames antes da alta hospitalar.
Em nota, o Hospital Municipal de Contagem informou que o menino está internado em leito de enfermaria, em bom estado de saúde, sob acompanhamento multiprofissional.
Investigação e suspeita de tiro para o alto
A Polícia Militar registrou a ocorrência, e a Polícia Civil instaurou procedimento investigativo para apurar as circunstâncias e a autoria do disparo. Segundo a família, a residência fica próxima ao aglomerado Joana d’Arc, e a principal suspeita é de que a bala tenha sido disparada para o alto durante comemorações, prática comum e extremamente perigosa.
“Não existe lógica em uma comemoração desse tipo. Para nós, foi motivo de muita dor e medo”, lamentou a irmã da criança.
Especialistas em segurança pública alertam que tiros disparados para o alto retornam ao solo com força suficiente para matar, sendo causa recorrente de acidentes graves durante festas de fim de ano.
A reportagem também procurou a Prefeitura de Contagem para esclarecer o atendimento na UPA Industrial e aguarda posicionamento.
O caso reacende o debate sobre o uso irresponsável de armas de fogo em datas comemorativas e os riscos que essa prática impõe, principalmente a crianças e famílias que celebram o Réveillon em áreas residenciais.
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