Uma babá foi encontrada gravemente ferida e com sinais de violência extrema às margens da Lagoa Azul, no bairro Duquesa II, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso ocorreu na manhã do último sábado (17) e mobiliza as forças de segurança devido à gravidade das agressões e à suspeita de violência sexual.
A vítima foi localizada por um morador e comerciante da região, que contou ter encontrado a mulher dentro da água, com o rosto desfigurado e sem roupas da cintura para baixo. Segundo o relato, ela era conhecida na vizinhança por passar diariamente pelo local a caminho do trabalho.
Resgate e atendimento
De acordo com o comerciante, ele chegou à lagoa por volta das 6h, como faz rotineiramente para montar sua barraca de bebidas. Ao recolher lixo nas margens, percebeu algo se mexendo na água e, ao se aproximar, constatou que se tratava de uma mulher ferida. Ele entrou na lagoa, retirou a vítima e pediu ajuda a uma vizinha, que acionou a Polícia Militar e o Samu.
A mulher alternava momentos de consciência, mas tinha dificuldade para falar. O reconhecimento só foi possível após ela informar o próprio nome e o do marido, já que as agressões deixaram o rosto bastante inchado e machucado.
Quadro clínico e suspeita de crime sexual
Conforme o boletim de ocorrência, a vítima apresentava cortes na face, escoriações pelo corpo, fraturas no punho e nas costelas, além de lesões internas, com lacerações no fígado e nos rins. O estado de saúde foi considerado grave, e ela foi encaminhada ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte.
Devido à gravidade do quadro, não foi possível realizar exames imediatos para confirmar a violência sexual. Ainda assim, a polícia aponta que as circunstâncias reforçam a suspeita, já que a vítima estava sem roupas da cintura para baixo e com pertences pessoais — como bolsa e celular — ao lado, o que afasta a hipótese de roubo.
Investigação e suspeito
No local, a perícia encontrou marcas de sangue e um pedaço de madeira com manchas avermelhadas, que pode ter sido usado nas agressões. Imagens de câmeras de segurança da região foram analisadas e levaram a Polícia Militar a um suspeito, morador do bairro e funcionário de uma empresa de reforma de pallets.
O homem foi localizado em casa, apresentou versões contraditórias sobre seus deslocamentos durante a noite e a madrugada do crime e teve roupas e botas apreendidas, algumas com manchas de sangue. Ele chegou a ser conduzido à delegacia, mas foi liberado após os procedimentos iniciais.
Medo e apreensão na comunidade
A decisão gerou indignação entre moradores. O homem que resgatou a vítima relatou que a comunidade colaborou com a polícia, mas agora vive em clima de insegurança. “As mulheres deixaram de caminhar de manhã cedo. O bairro está apreensivo”, afirmou.
O marido da vítima informou à polícia que o casal está junto há 13 anos e que não há histórico de conflitos familiares. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e a possível autoria.
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