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Encontro e tragédia: onça-parda é flagrada em trilha no Parque Estadual do Rio Doce enquanto outra é atropelada no Norte de Minas

Minas Gerais viveu nesta semana dois momentos contrastantes envolvendo a fauna silvestre. Em uma trilha do Parque Estadual do Rio Doce (Perd), uma onça-parda (Puma concolor) foi flagrada por um visitante, que não escondeu a emoção diante do encontro raro. Já no Norte do estado, o desfecho foi triste: outro exemplar da espécie foi encontrado morto, vítima de atropelamento, às margens de uma estrada rural em Buritizeiro.

O registro do felino vivo ocorreu no coração de uma das mais importantes áreas de preservação da Mata Atlântica em Minas. Criado em 1944, o Parque Estadual do Rio Doce está localizado entre os municípios de Timóteo, Marliéria e Dionísio, no Vale do Aço, e é o maior remanescente contínuo de floresta tropical semidecidual do estado, com cerca de 36 mil hectares. A unidade abriga espécies ameaçadas de extinção, como o próprio puma, e oferece refúgio para uma rica biodiversidade.

O vídeo gravado por um visitante mostra a onça cruzando tranquilamente a trilha e, ao perceber a presença humana, desaparecendo rapidamente na mata. “Foi um momento inesquecível. Nunca pensei em ver uma onça-parda tão de perto na natureza”, contou o autor do registro nas redes sociais.

Enquanto isso, em Buritizeiro, a cerca de 600 km dali, uma onça-parda foi encontrada sem vida na manhã de quarta-feira (23). O animal foi atropelado em uma estrada vicinal da zona rural do município. O condutor do veículo responsável não foi identificado até o momento. A Polícia Militar de Meio Ambiente foi acionada e um laudo veterinário preliminar confirmou a causa da morte como trauma por colisão.

A onça-parda, também conhecida como suçuarana ou puma, é o segundo maior felino das Américas, atrás apenas da onça-pintada. Apesar de ainda presente em diversas regiões brasileiras, sofre com perda de habitat, caça ilegal e atropelamentos, sobretudo em regiões onde a expansão agrícola e rodoviária avança sobre áreas naturais.

Especialistas alertam que o atropelamento de animais silvestres é uma das principais causas de morte não natural desses bichos no Brasil. Estima-se que 15 animais silvestres morram por segundo nas rodovias brasileiras, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE).

Autoridades ambientais reforçam a importância da direção consciente, especialmente em áreas rurais e próximas a reservas. “Reduzir a velocidade e respeitar sinalizações pode salvar vidas — humanas e animais”, afirmou um representante do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

⚠️ Conscientização é urgente

Enquanto a aparição da onça-parda no Parque Estadual do Rio Doce serve de lembrete da beleza e riqueza da fauna mineira, a morte do animal em Buritizeiro evidencia os desafios que ainda enfrentamos na convivência harmônica entre o homem e a natureza.

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