Entre junho e agosto de 2025, os preços das cervejas no Brasil subiram de forma consistente, segundo o relatório “LatAm Beverages” do Bank of America (BofA). A fabricante Heineken elevou seus rótulos em média 6,1%, enquanto a Ambev reajustou em 3,3%. O maior impacto veio da Devassa, que teve aumento de impressionantes 24%.
Entre as marcas premium da Ambev, a Corona subiu entre 7% e 9%, e a Stella Artois teve aumento mais moderado, entre 2% e 4%. No segmento popular, a Amstel subiu 7,5%, a Skol teve leve alta, a Brahma se manteve estável e a Itaipava não sofreu reajuste—o que ampliou ainda mais a vantagem de preço em relação à Skol, conforme dados do BofA.
O BofA acompanhou preços em 1.500 pontos de venda (bares, restaurantes, supermercados etc.) e notou que esses aumentos já chegaram ao consumidor final.
Impacto no índice geral de preços
Em julho, a inflação da cerveja foi de 0,29% no mês, acima do IPCA total, que registrou 0,26%. Nos canais de venda, o aumento foi ainda maior: 0,45% no varejo (off-trade) e apenas 0,06% nos bares e restaurantes (on-trade). Esse comportamento reforça que a alta impactou especialmente o consumo doméstico, mas sem poupar quem bebe fora de casa.
Estratégias em jogo e disputa de mercado
Segundo o relatório, a estratégia da Heineken era inicialmente de redução de preços no segundo trimestre (–2%), o que impulsionou sua participação de mercado. Com o reajuste iniciado em julho, a marca realinhou seus preços ao setor, mas ainda mantém níveis menores que alguns rótulos premium da concorrente.
Atualmente, a Heineken está 28% mais barata que a Corona e 2% mais barata que a Stella, o que pode reforçar sua competitividade no segundo semestre, ainda faltando cogestão com custos em alta e uma concorrência acirrada.
Panorama econômico mais amplo
A pressão sobre os preços das cervejas ocorre em um cenário de inflação elevada no país. A inflação anual chegou a 5,23% em julho, conforme dados do IPCA — acima da meta do Banco Central, que é de 3% anual com tolerância de ±1,5 p.p.. O núcleo da inflação ainda preocupa, e o BC mantém a taxa Selic em 15%, em ritmo de maior restrição monetária, inclusive com pausa recente no ciclo de alta das taxas. O ambiente fica ainda mais complexo diante de tensões comerciais e riscos externos, como possíveis tarifas dos EUA sobre exportações brasileiras.
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