Uma criança de apenas três anos foi baleada no braço durante uma ação da Polícia Militar de Minas Gerais no bairro Céu Azul, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, neste domingo de Páscoa (5). O caso gerou revolta entre moradores, que denunciam que o disparo partiu de um policial militar durante uma abordagem na comunidade.
Segundo relatos de testemunhas, a criança estava na porta da casa da avó, na rua Radialista René Chateubriand, quando foi atingida. Moradores afirmam que os militares chegaram ao local durante um evento comunitário e utilizaram spray de pimenta, causando correria.
De acordo com um morador que presenciou a cena, o disparo teria ocorrido após um desentendimento entre policiais e um residente da região.
“O tiro acertou uma criança que estava na porta de casa”, relataram moradores.
Versão da Polícia Militar
Conforme o boletim de ocorrência, equipes do 49º batalhão realizavam uma operação quando suspeitos fugiram para um beco. Durante a perseguição, um policial teria sido hostilizado por moradores.
Ainda segundo a versão oficial, um dos suspeitos apareceu com a mão na cintura, aparentando estar armado. Nesse momento, o militar efetuou um disparo. O tiro ricocheteou em um muro antes de atingir o braço da criança.
A própria equipe policial socorreu a vítima e a encaminhou para atendimento hospitalar. O estado de saúde da criança não foi detalhado.
Militar preso e investigação em andamento
O comandante do batalhão confirmou que o policial envolvido foi preso e que o caso está sob investigação. A apuração deve esclarecer as circunstâncias do disparo e eventuais responsabilidades.
Imagens registradas por moradores mostram o momento em que policiais recolhem câmeras de segurança da região e também o pedido de socorro feito pelo pai da criança.
O pai do menino afirma que houve demora no atendimento.
“Ele viu meu filho sangrando e não socorreu na hora”, disse.
Operação apreendeu drogas e arma
Durante a mesma ocorrência, dois homens foram presos. Com eles, os policiais apreenderam 179 buchas de maconha, 42 frascos de lança-perfume, um revólver calibre .32, munições, um celular e dinheiro.
Clima de tensão na comunidade
O caso aumentou a tensão na região de Venda Nova e levanta questionamentos sobre protocolos de abordagem e uso da força em áreas urbanas densamente povoadas.
Especialistas em segurança pública destacam que operações em comunidades exigem protocolos rigorosos para evitar vítimas colaterais, especialmente em locais com grande circulação de moradores.




