Três dos quatro detentos que fugiram da Penitenciária de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, na última quinta-feira (27/11), foram recapturados neste domingo (30/11). A ação foi conduzida pela Polícia Penal com apoio da Polícia Militar, no município de Betânia, cidade vizinha a Formiga.
Foram detidos novamente Victor Hugo de Souza Pereira, 29 anos, Marcirlei Ferreira Neto, 32, e Nicolas dos Santos Gonçalves, 25.
Permanece foragido Marcos Vinicius da Silva, 28, considerado de alta periculosidade.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) orienta que qualquer informação sobre o paradeiro do fugitivo seja repassada de forma anônima pelo Disque Denúncia Unificado 181, serviço gratuito e sigiloso.
Segundo a Polícia Militar, os quatro detentos — todos custodiados no Pavilhão 2, onde ficam presos ligados a facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) — conseguiram acessar o telhado da unidade e escapar pelos fundos da penitenciária.
Vídeos registrados por moradores e divulgados nas redes sociais mostram o grupo correndo por uma rua da cidade, por volta das 21h, utilizando os uniformes vermelhos do sistema prisional.
A fuga ocorreu apenas uma semana após outro caso semelhante: no último domingo (23), um condenado a 39 anos por estupro escapou do Presídio de Itajubá, no Sul de Minas.
Com o episódio de Formiga, chega a 23 o número de detentos que fugiram de unidades prisionais mineiras no intervalo de um ano, segundo levantamento publicado por O TEMPO.
A Sejusp ainda não apresentou o balanço oficial das fugas registradas em 2025, nem detalhou quantos presos já foram recapturados.
Para o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen), Jean Otoni, as fugas sucessivas expõem o desgaste estrutural do sistema prisional.
“Com o baixo efetivo de policiais penais, temos menos policiamento, menos rondas e menos contenção de crise. Isso ocorre em um cenário de superlotação extrema, estruturas físicas antigas e equipamentos de segurança deteriorados. Somando tudo isso à presença cada vez maior de facções organizadas, o que deveria ser um incidente isolado virou consequência inevitável”, afirmou.
A categoria aponta que a falta de investimentos e o déficit de agentes não apenas comprometem a segurança interna das unidades, mas aumentam o risco para as comunidades próximas.
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