O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta quinta-feira (16) durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A ação investiga um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a tentativa de aquisição do Banco Master, instituição privada controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.
Segundo as investigações, Costa é suspeito de ter recebido cerca de R$ 140 milhões em propina para viabilizar a negociação entre o BRB e o Banco Master. Além do mandado de prisão, a PF cumpre outras ordens judiciais de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal e em São Paulo.
A operação apura crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa. De acordo com os investigadores, o foco é entender se houve pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e irregularidades nos processos internos do banco público.
Trajetória no mercado financeiro
Com mais de 20 anos de experiência no setor financeiro, Paulo Henrique Costa presidiu o BRB entre 2019 e 2025, após ser indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Formado em Administração de Empresas, o executivo construiu carreira em grandes instituições como HSBC e Caixa Econômica Federal.
Na Caixa, onde atuou por cerca de duas décadas, ocupou cargos estratégicos, incluindo o de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital. Também passou por áreas ligadas à gestão de riscos, finanças e governança corporativa.
Costa possui formação acadêmica internacional, com especializações pela Fundação Getulio Vargas e por universidades estrangeiras, incluindo Stanford, além de mestrado em administração por instituições como a Universidade de Birmingham e a Kellogg School of Management.
Operação e suspeitas envolvendo o Banco Master
A investigação da PF ganhou força após suspeitas sobre operações financeiras entre o BRB e o Banco Master. A tentativa de compra da instituição privada foi apresentada como uma solução para evitar sua quebra, mas acabou barrada pelo Banco Central por falta de viabilidade econômica e riscos elevados.
Além da negociação frustrada, a Polícia Federal investiga se o BRB adquiriu carteiras de crédito consideradas problemáticas do Banco Master, levantando dúvidas sobre a governança e os critérios técnicos adotados nas operações.
Paulo Henrique Costa já havia sido alvo de fases anteriores da mesma operação e foi afastado do cargo em 2025 por decisão judicial.
Posicionamento oficial
Em nota, o Governo do Distrito Federal informou que o caso está sob responsabilidade do Judiciário e reafirmou o compromisso com a transparência e a legalidade, destacando que seguirá colaborando com as investigações.
Impactos e repercussão
O caso levanta questionamentos sobre a gestão de bancos públicos e os mecanismos de controle em operações financeiras de grande porte. Especialistas avaliam que episódios como este reforçam a necessidade de maior rigor em processos de compliance e governança no sistema financeiro brasileiro.
Para Minas Gerais, onde instituições públicas e privadas também atuam fortemente no financiamento de empresas e projetos, o caso acende alerta sobre a importância de transparência e fiscalização em operações bancárias estratégicas.
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