O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se reunir com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para tratar da possível candidatura do parlamentar ao governo de Minas Gerais em 2026. O encontro ocorreu na quarta-feira (11/2), no Palácio do Planalto, mas terminou sem definição.
Segundo relatos de interlocutores, Lula reafirmou o desejo de ver Pacheco na disputa pelo Palácio Tiradentes, sede do governo mineiro. O senador, no entanto, respondeu que há outros nomes no estado aptos à corrida eleitoral — embora não tenha citado quais — e afirmou que tomará sua decisão “no momento certo”.
Pressão política e prazos eleitorais
O presidente defende publicamente a candidatura de Pacheco há pelo menos um ano. Em agendas no interior de Minas, Lula chegou a se referir ao senador como “futuro governador”. A avaliação no entorno do Planalto é que o nome de Pacheco teria potencial de unificar a base governista no estado e enfrentar o grupo político ligado ao atual governador.
Pelos prazos estabelecidos pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos precisam estar filiados a um partido até seis meses antes da eleição — ou seja, até abril de 2026. Já as convenções partidárias ocorrem entre julho e agosto, e o registro oficial das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto.
Mudanças partidárias no radar
Embora atualmente filiado ao PSD, Pacheco pode mudar de legenda nas próximas semanas. Aliados articulam sua filiação ao União Brasil em Minas Gerais. O partido passou recentemente a ser presidido no estado pelo ex-deputado federal Rodrigo de Castro, considerado próximo ao senador.
A movimentação pode alterar o cenário eleitoral mineiro, já que o União Brasil havia sinalizado apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD) na sucessão estadual. Caso Pacheco se filie à legenda, o apoio pode ser revisto.
STF no pano de fundo
O último encontro oficial entre Lula e Pacheco no Planalto havia ocorrido em novembro do ano passado, quando o presidente comunicou ao senador a escolha de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). À época, Pacheco também era citado como possível indicado à Corte.
Após a decisão, o senador chegou a afirmar a interlocutores que poderia encerrar a carreira política ao fim do mandato, em fevereiro de 2027. Desde então, no entanto, passou a adotar discurso mais cauteloso, mantendo em aberto a possibilidade de disputar o governo mineiro.
Estratégia nacional
Para o Palácio do Planalto, Minas Gerais é peça-chave no xadrez eleitoral de 2026. Segundo maior colégio eleitoral do país, o estado costuma ter peso decisivo nas eleições presidenciais. Ter um aliado competitivo no comando do Executivo estadual é considerado estratégico pelo núcleo político do governo federal.
Por ora, contudo, Pacheco mantém a indefinição. A decisão, segundo aliados, dependerá do cenário político nos próximos meses, das articulações partidárias e das condições de viabilidade eleitoral.
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