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Violência se torna principal preocupação dos brasileiros e supera economia e corrupção, aponta Quaest

Violência assume o topo das preocupações dos brasileiros, mostra pesquisa Quaest


A violência e a insegurança pública voltaram ao centro das atenções da população brasileira. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (12), 38% dos entrevistados afirmam que a segurança pública é hoje a principal preocupação do país — índice que supera temas como economia (15%) e corrupção (13%), historicamente líderes entre os maiores problemas apontados pelos cidadãos.

O resultado representa uma forte disparada em relação aos meses anteriores: em outubro, o tema preocupava 30% dos entrevistados; em setembro, 29%.


Alta coincide com crise da segurança e megaoperação no Rio

O aumento da preocupação ocorre em meio ao rescaldo da megaoperação policial no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e reacendeu o debate sobre o combate ao crime organizado.

O tema também ganhou destaque em razão das discussões sobre o PL Antifacção, que tramita no Congresso Nacional e propõe penas mais duras para integrantes de facções criminosas.

As falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que classificou a ação no Rio como “desastrosa” — também repercutiram negativamente: segundo a Quaest, boa parte dos entrevistados criticou a postura do presidente, avaliando que as declarações revelam distanciamento da realidade da violência urbana.


Segurança supera economia e corrupção

A pesquisa mostra que a preocupação com segurança superou temas que tradicionalmente dominavam o debate público no país:

  • Segurança: 38% (ante 30% em outubro e 29% em setembro);
  • Economia: 15% (ante 16% e 15%);
  • Problemas sociais: 13% (ante 18% e 19%);
  • Corrupção: 13% (ante 14% e 13%);
  • Saúde: 10% (ante 11% nos dois meses anteriores);
  • Educação: 7% (ante 6% nos dois levantamentos anteriores).

População quer leis mais rígidas e punição mais severa

O levantamento também mostra que 46% dos brasileiros defendem penas mais duras e uma Justiça que não solte criminosos como o principal caminho para conter a violência.

Outros 27% acreditam que a solução passa por mais educação e oportunidades, enquanto apenas 11% defendem aumento do policiamento nas ruas e 9% apoiam ações mais duras contra facções.

Além disso, 73% dos entrevistados concordam com a proposta de equiparar facções criminosas a organizações terroristas, contrariando a posição do governo federal, que se opõe à medida.

“De todas as medidas debatidas no Congresso, aumentar a pena de homicídio (88%) e retirar o direito de visita íntima (65%) são as que têm maior apoio popular”, destacou o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

Operações policiais dividem opiniões

A pesquisa também revelou que 55% dos brasileiros são contrários a operações como a do Rio de Janeiro em seus estados, enquanto 42% são favoráveis.
Apesar disso, 84% dos entrevistados acreditam que a violência é mais grave no Rio do que no restante do país, o que explicaria a maior tolerância da população fluminense a ações desse tipo.

“No Rio, as operações se justificam. Lá, a percepção de violência é mais alta que no restante do país”, explicou Felipe Nunes.

Governadores ganham visibilidade após crise

A Quaest também avaliou a imagem dos governadores que formaram um consórcio de chefes de estado de direita em apoio a Cláudio Castro (PL-RJ) após a operação no Rio.
O governador fluminense aparece com a melhor avaliação entre o grupo (24%), seguido por:

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP): 13%,
  • Ronaldo Caiado (União Brasil-GO): 11%,
  • Romeu Zema (Novo-MG): 5%.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de novembro de 2025, em entrevistas presenciais em todo o país.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.

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