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Brasil se aproxima da metade mais pobre do mundo em PIB per capita e risco de “envelhecer antes de enriquecer” preocupa economistas

O Brasil está se aproximando perigosamente da metade mais pobre do ranking global de renda per capita, em termos de paridade de poder de compra (PPC). Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que o país deve encerrar 2024 na 87ª posição entre quase 200 economias, podendo cair para o 89º lugar até 2030 — uma queda significativa em relação ao 80º lugar ocupado em 2010.

Hoje, apenas nove posições separam o Brasil da metade inferior do ranking mundial. Caso as projeções se confirmem, essa distância pode cair para apenas seis posições até o fim da década, sinalizando estagnação e perda de espaço frente a economias emergentes que avançam mais rapidamente.

Estagnação preocupante

Entre 2011 e 2024, o avanço médio anual do PIB per capita brasileiro foi de apenas 0,6%, número considerado muito baixo para um país que busca reduzir desigualdades e se aproximar dos padrões de renda das nações desenvolvidas. Para comparação, a média global de crescimento do PIB per capita nesse período foi de 2,3%, segundo dados compilados pelo Banco Mundial.

A estagnação está ligada a uma série de problemas estruturais, como baixa produtividade, envelhecimento populacional acelerado e ausência de um novo “bônus demográfico” — período em que a população economicamente ativa cresce mais do que a de dependentes (crianças e idosos). A taxa de poupança, em torno de 16,3% do PIB, também está bem abaixo do patamar de países que conseguiram enriquecer rapidamente, como Coreia do Sul e China, onde gira em torno de 30% ou mais.

“Envelhecer antes de enriquecer”

Para especialistas, o Brasil corre o risco de viver o fenômeno conhecido como “envelhecer antes de enriquecer”, ou seja, enfrentar o peso de uma população idosa crescente sem ter alcançado altos níveis de renda. “O Brasil perdeu a janela de oportunidade do bônus demográfico e agora precisará crescer com muito mais dificuldade”, afirma Silvia Matos, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV).

Projeções do FMI indicam que, em 2024, os países emergentes devem ter um PIB per capita equivalente a 78% do brasileiro. Em 2030, essa proporção deve subir para 82%, evidenciando que o Brasil está ficando para trás em relação aos seus pares.

Comparações incômodas

A diferença entre o Brasil e países que conseguiram escapar da chamada armadilha da renda média é cada vez mais gritante. Nos anos 1990, a produtividade do trabalhador brasileiro era relativamente próxima à da Coreia do Sul. Hoje, segundo cálculos do Ibre/FGV e da OCDE, equivale a menos da metade. Polônia e China, que há três décadas tinham indicadores semelhantes ou inferiores aos do Brasil, agora possuem renda per capita significativamente maior.

Dados recentes mostram, por exemplo, que a renda per capita da Coreia do Sul, ajustada por paridade de poder de compra, já é quase o triplo da brasileira. A Polônia também superou o Brasil e segue crescendo acima de 3% ao ano.

Saídas possíveis

Economistas defendem reformas estruturais urgentes para evitar um cenário de estagnação prolongada. As principais recomendações incluem:

  • Melhorar a qualidade da educação básica e do ensino técnico, com foco na formação de mão de obra qualificada;
  • Reformar o ambiente de negócios, reduzindo a burocracia e incentivando a inovação;
  • Aumentar a taxa de poupança e de investimento, essencial para sustentar o crescimento de longo prazo;
  • Promover políticas públicas alinhadas às transformações do mercado de trabalho, como digitalização e economia verde.

“Não basta crescer em anos pontuais. O Brasil precisa de um crescimento sustentado para se aproximar dos países ricos”, destaca Armando Castelar, pesquisador da FGV. “Sem isso, o país corre o risco de envelhecer sem ter acumulado riqueza suficiente para sustentar seu sistema de proteção social.”

Enquanto outras economias emergentes seguem avançando, o Brasil parece ficar preso na armadilha da renda média, ameaçado de integrar em breve a metade mais pobre do planeta em renda per capita. Um sinal de alerta cada vez mais urgente.

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