O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu nesta terça-feira (7) que a Corte tem exercido um papel “excessivamente protagonista” na política brasileira. A declaração foi feita durante uma palestra no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), onde o magistrado também comentou a força política do ex-presidente Jair Bolsonaro e as penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo Barroso, o protagonismo do Supremo decorre de um modelo constitucional que frequentemente desloca decisões políticas para o Judiciário. “Reconheço, o próprio Supremo reconhece, que é excessivo, mas decorre de um modelo constitucional e de uma provocação que vem da política”, afirmou.
O ministro defendeu que “nenhum Poder pode ser hegemônico numa República” e reforçou a necessidade de equilíbrio entre as instituições, lembrando que o STF desempenhou papel fundamental na preservação da estabilidade democrática nos últimos 37 anos.
Exposição dos ministros e influência da TV Justiça
Barroso também comentou a visibilidade midiática dos ministros, ampliada pelas transmissões ao vivo da TV Justiça, canal criado em 2002. Ele observou que o formato tornou o STF uma das cortes mais expostas do mundo.
“Durante as sessões, os ministros falam não apenas entre si, mas com a sociedade. Isso amplia a compreensão pública das decisões, ainda que aumente o nível de exposição pessoal”, afirmou.
O evento em São Paulo discutiu a judicialização da política e marcou o encerramento do ciclo de Barroso à frente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), encerrado na semana passada com a posse de Edson Fachin como novo presidente do Supremo.
Penas do 8 de Janeiro e julgamento de Bolsonaro
Ao comentar as condenações pelos atos de 8 de janeiro, Barroso avaliou que algumas punições aplicadas aos executores diretos foram elevadas. “Eu concordo que algumas penas, sobretudo a dos executores que não eram mentores, ficaram elevadas. Eu mesmo apliquei penas menores”, disse.
O ministro argumentou que a dosimetria das penas deveria levar em conta o papel de cada envolvido. “Acho razoável que essas pessoas saíssem em dois anos, dois anos e pouco, estava de bom tamanho”, afirmou, frisando que esse entendimento é anterior ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sobre o caso do ex-presidente, Barroso reconheceu que o tema continua a provocar “mal-estar” político e social. “É um julgamento que causa desconforto, porque o ex-presidente perdeu, mas teve 49% dos votos. A gente não pode ignorar que há muito apoio na sociedade. E, evidentemente, também não pode deixar de julgar”, declarou.
Com tom de autocrítica, Barroso reforçou que o Supremo precisa buscar maior sobriedade institucional e reduzir a centralidade política que assumiu nos últimos anos, sem abrir mão de seu papel como guardião da Constituição.
Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira





