O primeiro dia da COP30, conferência climática das Nações Unidas realizada em Belém (PA), começou com um problema nada sustentável: a falta de comida e os preços exorbitantes nos quiosques da chamada Zona Verde (Green Zone), espaço destinado a visitantes, ONGs e empresas.
Por volta das 15h desta segunda-feira (10), os estoques de alimentos se esgotaram rapidamente, deixando longas filas e centenas de participantes sem refeição. Nos poucos pontos ainda abertos, o cardápio era limitado e caro — uma fatia de bolo custava R$ 25 e o refrigerante chegava a R$ 12.
“As coxinhas e sanduíches acabaram. Só sobrou refrigerante e bolo”, contou uma vendedora, entre risadas nervosas.
Sem opções, muitos visitantes improvisaram o almoço com sorvete na sorveteria Ice Bode, que virou o único ponto ainda em funcionamento. As filas dobravam quarteirões, e o bom humor tentava disfarçar o desconforto.
“Só tem Coca-Cola e bolo sabor bolo”, brincou uma atendente, provocando gargalhadas entre os participantes famintos.
💸 Falta de estrutura e restrição alimentar
A Zona Verde é o espaço mais movimentado da conferência, com painéis, feiras e atividades abertas ao público. Ainda assim, a estrutura alimentar foi considerada insuficiente desde o início do evento.
Comerciantes relataram falta de planejamento e logística.
“Os donos não previram esse movimento todo. Amanhã deve ter mais comida”, disse um dos vendedores.
O problema se agravou porque, segundo o site oficial da COP30, é proibido levar alimentos de fora da Zona Verde por “motivos de segurança”, o que impediu visitantes de se alimentarem por conta própria.
Enquanto isso, na Zona Azul, onde ocorrem as negociações entre chefes de Estado e diplomatas, não houve qualquer problema de abastecimento. O espaço reservado às autoridades oferece restaurantes climatizados e cardápio variado, restrito a participantes credenciados.
🌱 Contradição e repercussão negativa
Nas redes sociais, a falta de comida virou um dos assuntos mais comentados entre visitantes e jornalistas. Muitos criticaram a incoerência entre o discurso ambiental e a desorganização prática do evento.
“Como discutir o futuro sustentável do planeta se falta planejamento até para alimentar as pessoas?”, escreveu um pesquisador europeu no X (antigo Twitter).
A situação gerou constrangimento para o comitê organizador da COP30, que prometeu “reforçar a infraestrutura” e normalizar o abastecimento até esta terça-feira (11).
A conferência, que deve reunir mais de 30 mil pessoas até o fim da semana, é considerada um dos maiores eventos internacionais já sediados na Amazônia. A repercussão do incidente deve aumentar a pressão sobre o governo e a prefeitura de Belém para garantir melhor logística, conforto e coerência ambiental nos próximos dias.
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