O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Marcus Pestana, afirmou que o Brasil caminha para um cenário de forte restrição orçamentária e aceleração da dívida pública já no início do próximo governo. Em entrevista ao O TEMPO Brasília, Pestana criticou o afrouxamento das regras do arcabouço fiscal, consolidado na nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e defendeu que o país precisará de um ajuste mais duro a partir de 2027.
Segundo ele, a flexibilização das metas fiscais amplia a pressão sobre receitas, despesas e capacidade de investimento do Estado — e empurra para o próximo presidente decisões que considera inevitáveis.
“Estrangulamento total do Orçamento” em 2027
Pestana destacou que a IFI já havia projetado que, em 2027, 100% do Orçamento federal será composto por despesas obrigatórias, deixando praticamente nenhum espaço para gastos discricionários.
“O próximo presidente terá que tomar medidas duras. Caminhamos para um estrangulamento orçamentário. Não haverá margem de manobra se nada for feito”, afirmou.
Ele também classificou como paliativa a PEC dos Precatórios, aprovada pelo Congresso neste semestre, que retirou os precatórios do limite de despesas e abriu espaço fiscal de cerca de R$ 115 bilhões.
“É um pequeno alívio, mas é uma gambiarra que não se sustenta ao longo do tempo”, avaliou.
Dívida pública cresce em ritmo acelerado
Para Pestana, o país precisa frear o crescimento da dívida pública, revisar a estrutura de gastos e fortalecer a capacidade de investimento federal.
“O ordenamento fiscal está frouxo. Precisamos estancar a dívida e sextuplicar a capacidade de investimento do governo. Falta um plano de desenvolvimento mais ousado.”
O economista também critica a decisão do governo de mirar sistematicamente a banda inferior da meta fiscal, em vez da meta central.
“Meta é meta. Tolerância é tolerância. Quando o próprio governo assume que vai mirar o limite inferior, há um rebaixamento explícito da meta e um enfraquecimento das regras.”
Governabilidade e Congresso fragmentado dificultam reformas
Pestana ressalta que o ambiente político deve limitar o avanço de medidas profundas — como já ocorreu em 2026, na sua avaliação.
“Nenhum presidente tem maioria sólida no Congresso. Há pesos e contrapesos importantes, mas eles travam programas econômicos mais intensos.”
Ele cita como exemplo a dificuldade de aprovar a MP 1303, que previa tributação de criptoativos, letras de crédito e apostas, proposta para compensar a derrubada do aumento do IOF.
Segundo Pestana, a resistência parlamentar mostra um problema estrutural de governabilidade que tende a persistir em 2027.
Selic deve começar a cair apenas em 2026
O diretor da IFI também avalia que o ciclo de redução da taxa básica de juros deve ocorrer apenas a partir de 2026, já que o ambiente atual é de pressão fiscal crescente e expectativas fiscais deterioradas.
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