23.4 C
Belo Horizonte
InícioBrasil & MundoCientista morre durante 7 segundos e passa a acreditar no sagrado: a...

Cientista morre durante 7 segundos e passa a acreditar no sagrado: a Ciência tem jogado com Deus

O neurocientista espanhol Álex Gómez Marín, como muitos outros cientistas, sempre foi um cético. Materialista, empirista, prático. Até ter sofrido uma hemorragia interna e passado por uma Experiência de Quase Morte (EQM). Ele ficou, oficialmente, morto por 7 segundos (depois voltou à vida). Marín descreveu o intervalo em que esteve clinicamente morto como transformador, e “mais real que a própria realidade”. Disse ainda que “não foi um sonho nem uma alucinação”, e que viu um poço com uma luz dourada acima de si mesmo, com três seres espirituais que ofereciam ajuda. “Nesse momento, pensei nas minhas filhas pequenas e pedi para voltar”, contou o cientista. E voltou.

O fato mudou para sempre a mente de Álex. “Lá não é preciso pensar, simplesmente sabe-se”, revelou. E, embora ainda hoje não seja religioso, o neurocientista declarou que a experiência mudou suas visões sobre existência, corpo e consciência. O fato foi profundo e inspirador, e o levou a escrever um livro e a mudar suas ideias até então inexoráveis. Ele passou a acreditar que “o sagrado existe e vai além do material”. Deduziu então: “Acho que morrer é algo muito bonito. Temos muito medo, mas quem já esteve com um pé lá e voltou sabe que é uma experiência bela”.

É óbvio que há inúmeros relatos de EQMs na História, em todas as épocas. Alguns muito parecidos umas com outros, nem todas as descrições positivas; mas, sem dúvida, soam e ecoam como vivências espiritualizadas, para além das capacidades humanas de cognição e compreensão.

É uma pena que, historicamente, seja quase que condição sine qua non que cientistas e filósofos (não os mais antigos, como os greco-romanos) se mostrem céticos e atrelados e até mortificados somente em relação ao que veem, sentem fisicamente e podem explicar e demonstrar. O ente humano se autodeclara o centro do Universo, mesmo sem saber quase nada deste.

Nós, humanos, conhecemos estimados 4% do nosso Universo — quer dizer, apenas sabemos que existe, não tudo o que há nesse vastíssimo espaço. Ademais, a Física Quântica tem apontado várias dimensões paralelas de tempo e espaço, e até outras de tipos humanamente desconhecidos. É o caso da Teoria-M de Witten, que postula 11 dimensões possíveis (já houve mais em seu pressuposto).

Falo tudo isso para sublinhar o fato de que acredito ser prepotência ou até insanidade que nós, seres tão limitados apesar de tantos progressos, ousemos negar aquilo que não entendemos e enterrar como se não existisse. Os fantasmas estão sempre por aí.

JIMO BORJIGIN: O CÉREBRO NÃO SE TORNA INATIVO APÓS A MORTE

A neurocientista Jimo Borjigin, da Universidade de Michigan, vem fazendo pesquisas que mostram que — ao contrário do que se pensava — o cérebro não se torna inativo imediatamente depois da morte clínica de uma pessoa. Por exemplo, em 2023 ela avaliou quatro pacientes humanos em coma, cujos respiradores foram desligados; em dois deles, detectou-se intensa atividade cerebral segundos após retirar o suporte vital. O aumento de atividade nervosa ocorreu notadamente em áreas ligadas a consciência, memória e percepção visual.

Parece que Borjigin anteviu que o corpo pode não ser só matéria, ligada e desligada por máquinas; antes, pode conter elementos sobre-humanos, metafísicos e sobrenaturais, e no pós-morte que é incompatível com o niilismo empirista. Ou seja: o corpo clinicamente sem vida, mas ainda há vida dentro dele. E mais: consciência.

Por outro lado, realizaram-se experiências com ratos nas quais se observou uma ativação cerebral robusta, com aumentos vultosos nos níveis de dopamina, serotonina e noradrenalina. Cada vez mais, experiências científicas têm buscado o que está além do entendimento humano, vislumbres de realidades paralelas ou sobrepostas à nossa “oficial”. Como na já mencionada Teoria Quântica, e nas crenças religiosas, e na clara necessidade da natureza humana de, desde os primórdios, se ligar com algo superior — é o re-ligare, de onde surge o termo “religião”: ligar novamente o que está na terra com o que está no Céu.

Quando desligam aparelhos de suporte vital, e o corpo morre, então o que está na terra se liga ao Céu ou ao sobrenatural?

Acredito cientificamente em Deus: Lei da Entropia, Lei da Biogênese, Causa Primeira Não-Causada, metafísica, experiências sobrenaturais vividas por mim e por outras pessoas ao mesmo tempo. Não tenho esquizofrenia nem surtos psicóticos, nem nunca tive, até onde eu e meu psiquiatra sabemos. No entanto, fui chamada de “esquizofrênica” por alguns médicos conhecidos ao relatar certas minhas vivências.

Fico com a teoria da Navalha de Ockham como base da minha fé no pós-vida e no sagrado: a explicação mais simples, e que demanda menos elaboração, tende a ser a certa. Então, em vez de incontáveis acasos a todo instante, altamente improváveis, e contra o fluxo de caos ao qual nos empurra a existência de pessoas e coisas no mundo e no Universo, eu creio em Deus e na dimensão espiritual.

Ninguém é obrigado a me seguir, e esse é nosso maior instrumento e a mais afiada faca de dois gumes: o livre-arbítrio. Mesmo quem não decide, está decidindo.  

::: CLIQUE AQUI  E ENTRE PARA O NOSSO GRUPO NO WHATS APP :::

Leia mais: Cientista morre durante 7 segundos e passa a acreditar no sagrado: a Ciência tem jogado com Deus

Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui