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Viana mantém quebra de sigilo de Lulinha e diz que tratará impasse da CPMI com Alcolumbre

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (2) que manterá a decisão de quebrar os sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

A declaração foi dada em meio a questionamentos sobre a legalidade da votação que aprovou o requerimento na última semana, durante sessão marcada por tumulto e embates entre parlamentares.

“Não havia votos suficientes. O governo perdeu porque não se articulou corretamente. E se apega a essa questão de que a contagem foi indevida. Eu reafirmo que não”, declarou Viana a jornalistas.

Impasse pode chegar ao STF

A decisão da CPMI foi contestada por parlamentares governistas, que alegam irregularidade na votação simbólica realizada em bloco — quando diversos requerimentos são apreciados simultaneamente. O caso foi levado ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Alcolumbre informou que aguarda pareceres técnicos da Polícia Legislativa, da Secretaria-Geral da Mesa e da Advocacia do Senado antes de decidir se mantém ou anula a votação que aprovou 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo de Lulinha.

Viana disse que pretende se reunir com o presidente do Congresso nesta terça-feira (3) para discutir o tema e também o pedido de prorrogação da comissão por mais 60 dias. Segundo o senador mineiro, o ofício já foi encaminhado.

Caso não haja decisão até quarta-feira (4), o presidente da CPMI afirmou que poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Se não fizer, nós vamos recorrer ao Supremo”, declarou.

A comissão tem prazo oficial para encerrar os trabalhos no dia 28 de março.

Depoimentos adiados e críticas

Além do embate político, a CPMI também enfrenta dificuldades para ouvir investigados e testemunhas. Estavam previstos para esta segunda-feira os depoimentos do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, do empresário Cecílio Galvão e de Aline Bárbara Mota de Sá Cabral, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Apenas Aline prestou depoimento, amparada por habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do STF.

O depoimento de Cecílio Galvão foi adiado para quinta-feira (5). Segundo Viana, há “manifesto intuito protelatório” por parte do empresário, que já teria ignorado diversas tentativas de intimação. A comissão manteve a convocação e a possibilidade de condução coercitiva.

Já Rodrigo Ortiz solicitou o adiamento em razão de viagem oficial à Índia. Ele deverá esclarecer possíveis falhas tecnológicas e de segurança nos sistemas da Dataprev que teriam facilitado fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS.

Contexto da investigação

A CPMI apura um suposto esquema de irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, além de contratos firmados por associações investigadas.

Lulinha é citado na comissão por suposta ligação indireta com o chamado “Careca do INSS”, apontado como operador central do esquema. A defesa do empresário nega qualquer irregularidade.

Para Carlos Viana, os mais de 80 requerimentos já aprovados são suficientes para que o relator produza um relatório “profundo, técnico e bem embasado”. A prioridade, segundo ele, é concluir as oitivas nas próximas semanas e finalizar os trabalhos dentro do prazo — ou, caso necessário, com a prorrogação solicitada.

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