Uma tragédia abalou o município de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta terça-feira (11). Um homem de 40 anos matou a esposa a facadas na frente do filho de apenas 9 anos e, em seguida, tentou tirar a própria vida ao pular do terceiro andar da casa onde o casal morava, no bairro Morro Alto. Ele foi socorrido em estado grave e levado para o Hospital João XXIII, na capital.
De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar (PMMG), os militares foram acionados inicialmente para atender uma tentativa de suicídio. No entanto, ao entrarem no imóvel, encontraram a mulher, identificada como Sirlene Francisca, de 36 anos, caída em meio a uma grande poça de sangue, com múltiplas perfurações pelo corpo — duas no pescoço, duas no ombro e uma no tórax.
Segundo relato do filho, o pai invadiu a casa após pular o muro e entrar por uma janela, atacando a mãe com uma faca logo depois que ela havia fechado o portão. O menino presenciou toda a cena e correu para pedir ajuda a vizinhos, que acionaram a polícia.
🔪 Violência anunciada
Familiares da vítima contaram à Rádio Itatiaia que as brigas entre o casal eram constantes e que ambos faziam uso frequente de bebidas alcoólicas.
“Sinceramente, nós já imaginávamos que poderia ter esse desfecho. Onde tem bebida, agressão física e verbal, a gente sabe que mais cedo ou mais tarde isso pode acontecer. A gente temia isso, e infelizmente chegou a esse ponto”, lamentou um parente de Sirlene.
Segundo ele, o agressor passou o dia bebendo antes do crime. O casal tinha dois filhos, que agora estão sob os cuidados de familiares e ainda não foram informados sobre o ocorrido.
🚨 Caso é investigado como feminicídio
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou inquérito para apurar o caso, que será investigado como feminicídio, crime que se caracteriza pelo assassinato de uma mulher em razão de sua condição de gênero. A perícia foi acionada ao local e recolheu a faca usada no crime.
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Minas Gerais registrou 163 feminicídios entre janeiro e setembro de 2025, um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. Especialistas apontam que a maioria dos casos ocorre em ambientes domésticos e tem histórico de agressões anteriores.
⚠️ “Tem que denunciar, tem que intervir”
O parente da vítima reforçou a importância de denunciar situações de violência doméstica:
“Tem um ditado que diz que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, mas no caso de agressão tem que meter sim. Tem que denunciar, tem que intervir, tem que aconselhar. Se a gente não entra, o pior acontece.”
O caso reforça o alerta das autoridades sobre a necessidade de romper o ciclo da violência e buscar ajuda o quanto antes.
📞 Denúncias de agressão contra mulheres podem ser feitas de forma anônima pelos canais:
- 190 (Polícia Militar) — em caso de emergência
- 180 (Central de Atendimento à Mulher) — orientação e encaminhamento
- 197 (Polícia Civil) — registro de denúncias
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