Uma noite de bebedeira entre três amigos terminou em tragédia em João Pinheiro, no Alto Paranaíba. Um homem de 55 anos foi morto a facadas dentro de uma casa no bairro Água Limpa na madrugada de quarta-feira (26/11). O suspeito, de 34 anos, foi preso pela Polícia Militar horas depois e acabou confessando o crime.
A Polícia Militar foi acionada pelo dono da casa onde o grupo se reunia para beber. Ao chegar ao local, os militares encontraram a vítima caída na cozinha, já sem vida, com duas perfurações no lado esquerdo do tórax. O homem segurava um pedaço de madeira na mão direita, o que reforçou a hipótese de luta corporal.
O proprietário relatou que estava bebendo com os dois amigos, mas se recolheu para dormir durante a noite. Ao acordar para ir ao banheiro, se deparou com o corpo no chão e o terceiro homem — depois identificado como o autor do crime — havia desaparecido.
Localizado pela PM, o suspeito inicialmente afirmou ter deixado a residência às 10h e só retornado à noite, quando encontrou a vítima morta. Chegou, inclusive, a comentar com familiares que o amigo poderia ter cometido suicídio.
A versão caiu por terra quando uma testemunha procurou a polícia: ela contou que, durante a madrugada, o investigado bateu em sua porta pedindo mais bebida. Como era tarde, ofereceu um quarto para que ele dormisse. Pela manhã, o homem saiu direto para a casa ao lado — onde o corpo teria sido encontrado horas mais tarde.
Confrontado com o depoimento, o suspeito confessou o homicídio.
Segundo o relato do autor, a briga começou quando a vítima teria mandado que ele fosse embora. Diante da recusa, o homem pegou um pedaço de madeira e o acertou pelas costas. O suspeito disse ter reagido ao ataque: pegou uma faca que estava próxima ao sofá e golpeou o amigo duas vezes no peito. Em seguida, fugiu para casa.
A perícia técnica confirmou os ferimentos compatíveis com a narrativa do confronto.
Casos de violência entre conhecidos após longas bebedeiras são comuns em Minas Gerais. Levantamentos recentes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública indicam que discussões sob efeito de álcool representam parcela significativa dos homicídios não premeditados no estado — especialmente em regiões interioranas, onde a convivência próxima e o consumo frequente de bebida alcoólica acabam potencializando conflitos.
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