O setor do aço em Minas Gerais e em outras regiões do país deve paralisar suas atividades até as 18h desta terça-feira (3/6) como forma de protesto contra as dificuldades enfrentadas pelo segmento. A mobilização, organizada por entidades da cadeia produtiva do aço, visa chamar atenção para problemas como a concorrência com produtos importados, juros altos, aumento de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos e a recente elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
O movimento ocorre em um momento de contraste na economia mineira. De acordo com dados divulgados pelo Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), Minas Gerais teve um saldo positivo de mais de 29 mil empregos formais em abril de 2025, sendo o segundo estado que mais gerou vagas com carteira assinada, atrás apenas de São Paulo, que abriu mais de 72 mil postos.
As 5 cidades mineiras que mais geraram empregos em abril:
- Belo Horizonte
- Uberlândia
- Contagem
- Juiz de Fora
- Betim
Esses cinco municípios foram responsáveis por mais de 35% de todo o saldo positivo de empregos do estado, impulsionando o bom desempenho mineiro no mês.
Crise no aço afeta setor estratégico da indústria
Apesar do cenário positivo na geração de empregos, setores estratégicos como o da siderurgia e metalurgia enfrentam uma realidade desafiadora. Representantes da indústria destacam que a competição desleal com produtos importados, especialmente da China, tem pressionado as margens de lucro e reduzido a capacidade produtiva nacional.
A decisão do governo dos Estados Unidos de aumentar tarifas sobre aço e alumínio importados também impacta indiretamente o mercado brasileiro, dificultando o acesso a mercados externos. Além disso, a elevação do IOF sobre operações de crédito tem encarecido investimentos e capital de giro para empresas do setor.
Iniciativas locais: uso de pneus reformados pode aquecer setor automotivo
Em contrapartida, políticas locais tentam aliviar custos para setores afetados. A Prefeitura de Belo Horizonte autorizou o uso de pneus reformados em táxis, o que pode reduzir despesas para os profissionais e aquecer a demanda no setor de reforma de pneus. A medida foi elogiada pelo Sindipneus, que vê na decisão uma oportunidade para impulsionar o segmento automotivo mineiro, sobretudo no cenário de contenção de gastos.
“É uma decisão que beneficia tanto os taxistas quanto o meio ambiente, promovendo o reaproveitamento seguro e regulamentado de pneus”, afirmou a entidade em nota.
Enquanto o mercado de trabalho mineiro dá sinais de recuperação, setores industriais como o do aço exigem atenção urgente por parte das autoridades para evitar retrações futuras e garantir a sustentabilidade do crescimento econômico no estado.
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