Um juiz de direito aposentado, de 59 anos, foi preso em flagrante no bairro Belvedere, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, suspeito de agredir a companheira, ameaçar de morte a esposa e a filha do casal, de seis anos, além de manter armas, munições e drogas dentro da residência. A prisão ocorreu após vizinhos acionarem a Polícia Militar, ao ouvirem pedidos de socorro vindos do imóvel.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes do 22º Batalhão da PM foram até a casa na noite de domingo (28). No local, encontraram a mulher, de 41 anos, em estado de forte abalo emocional, solicitando ajuda para deixar a residência com a criança. Ela relatou aos militares que havia sido agredida com socos no rosto e ameaçada com uma arma de fogo.
Armas, munições e drogas apreendidas
Durante a abordagem, o suspeito autorizou a entrada dos policiais e tentou minimizar a situação, afirmando que se tratava apenas de uma discussão conjugal. Mesmo assim, segundo o registro policial, ele passou a ofender verbalmente a mulher, utilizando palavras de baixo calão, mesmo diante da presença da PM.
Apesar de negar a posse de armas, os militares localizaram munições de diversos calibres, porções de cocaína e maconha e duas armas de fogo, que estavam no quarto do casal.
Novas ameaças e proteção às vítimas
Ainda conforme a ocorrência, momentos antes de ser conduzido, o homem voltou a ameaçar a esposa e a filha, dizendo que iria matar as duas. A criança afirmou aos policiais que tinha medo do pai e foi encaminhada aos cuidados de uma tia. A mulher foi levada a uma unidade de saúde, onde foram constatadas lesões no rosto.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A Polícia Civil informou que ele foi autuado em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, ameaça, injúria e posse de drogas para consumo pessoal. Também foram solicitadas medidas protetivas em favor das vítimas, já encaminhadas ao Judiciário.
Custódia e posição do TJMG
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou que o homem deu entrada na Casa de Custódia do Policial Penal e do Agente Socioeducativo na segunda-feira (29) e, no dia seguinte, foi transferido para o Centro de Apoio Médico e Pericial (Camp), em Ribeirão das Neves, onde permanece à disposição da Justiça.
Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que casos envolvendo violência doméstica tramitam em segredo de Justiça, com o objetivo de preservar as vítimas. O órgão ressaltou ainda que o investigado é magistrado aposentado, sem vínculo funcional com o tribunal, tendo sido aposentado em agosto deste ano, por incapacidade permanente para o trabalho.
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